"Não consegues pagar renda? Traz tenda". Polícia desmonta acampamento no Porto

"Não consegues pagar renda? Traz tenda". Polícia desmonta acampamento no Porto

O protesto é contra o aumento do custo de vida e a crise da habitação. Os manifestantes exigem ao Governo uma resposta à escalada dos preços dos combustíveis.

Carlos Santos Neves - RTP / Adicionar como fonte informativa
José Pinto Dias - RTP

Foram retiradas, ao início da manhã desta segunda-feira, as tendas de dezenas de pessoas que permaneciam acampadas na Praça D. João I, no centro do Porto, em protesto contra o aumento do custo de vida e a crise da habitação.O acampamento foi promovido pelo movimento "Não consegues pagar renda? Traz tenda".

O acampamento mantinha-se no local desde sábado, dia em que cerca de 1.500 pessoas se manifestaram no Porto contra o agravamento do custo de vida.

Os agentes das forças de segurança chegaram à Praça D. João I pelas 7h30, ordenando então que as tendas fossem removidas.
Jornal da Tarde | 12 de outubro de 2026

O grupo não ofereceu resistência e as tendas começaram a ser retiradas pacificamente pelas 8h00
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"A partir das 7h30, a polícia apareceu. Sabíamos que era uma hora em que estaríamos mais fragmentados, porque é segunda-feira, e já tínhamos estipulado turnos para algumas pessoas estarem aqui e outras não. Sabíamos que era a hora mais fragilizada", descreveu Vanessa Oliveira, uma das participantes na ação de protesto, ouvida pela equipa de reportagem da RTP.

"Chegou aqui a polícia, que inicialmente tinha informado que podíamos ficar com a comida, mas tínhamos que retirar as tendas. Muitas tendas foram para o lixo com pertences nossos", denunciou.

"Gostávamos de perceber porque é que foi a PSP a fazer esta intervenção. A manifestação foi sempre pacífica. Não houve justificação. Acredito genuinamente que já estava a haver aqui um massivo poder popular a acontece e, se calhar, já estava a incomodar alguém", completou Vanessa Oliveira, enquanto um grupo de manifestantes continuava a entoar palavras de ordem.

A concentração foi levada a cabo pela plataforma "Não dá mais para viver assim", que organizou ações semelhantes em cidades como Aveiro, Braga e Lisboa.
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